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sábado, 17 de março de 2012

GRATIDÃO





Pela amizade que você me devota, 
por meus defeitos que você nem nota...

Por meus valores que você aumenta,
 por minha fé que você alimenta...

Por esta paz que nós nos transmitimos, 
por este pão de amor que repartimos...

Pelo silêncio que diz quase tudo, 
por este olhar que me reprova mudo...

Pela pureza dos seus sentimentos, 
pela presença em todos os momentos...

Por ser presente, mesmo quando ausente, 
por ser feliz quando me vê contente...

Por este olhar que diz: 
“Amigo, vá em frente!”

Por ficar triste, quando estou tristonho, 
por rir comigo quando estou risonho...

Por repreender-me, quando estou errado, 
por meu segredo, sempre bem guardado...

Por seu segredo, que só eu conheço, 
e por achar que apenas eu mereço...

Por me apontar pra DEUS a todo o instante, 
por esse amor fraterno tão constante...

gratidão à mãe terra que nos da a semente.






quarta-feira, 14 de março de 2012

Se Eu Pudesse






"Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora.

...
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.

A capacidade de escolher novos rumos.


Deixaria para você se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:


Além do pão, o trabalho.


Além do trabalho, a ação.


E, quando tudo mais faltasse, um segredo:


O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída."


Mahatma Ghandi

quinta-feira, 1 de março de 2012

Olavo Bilac e o Amigo Que Queria Vender um Sítio



Um comerciante amigo do grande poeta Olavo Bilac, queria vender um sítio.

Amigo, você  que sempre  me visita e conhece bem meu sítio, poderia redigir um anúncio de venda, para que seja publicado no jornal?

Aceitando o pedido, com completa disposição, Bilac pegou o papel e redigiu o anúncio: “Vende-se um lindo sítio, afastado da cidade, onde você vai gozar descanso e felicidade. Tem pomar que o ano todo é o salão onde as aves executam seus gorjeios em sinfonias suaves e as falenas no canteiro, adejam entre os agaves. Tem, no silêncio da noite, a lua mostrando recato, quando a brisa deleitosa embala as plantas do mato e a relva dorme escutando o acalanto de um regato. Sua casa proporciona um conforto permanente e é, pela manhã, banhada nos raios do sol nascente. A varanda, à tarde, tem uma sombra envolvente... ” 

Terminada a redação do texto, o poeta entregou o anúncio ao amigo. Passado algum tempo se encontraram novamente, quando o poeta perguntou:

“Amigo, vendeu o sítio no valor correspondente?”

O comerciante respondeu:“Estimado Bilac, nem pensei mais nisso. Quando li aquele anúncio desisti, na mesma hora, de vender o meu paraíso!”

Às vezes alguém chega para nós, e com a palavra certa, com a observação adequada muda nosso ângulo de visão, faz-nos quebrar os paradigmas e, entendemos que certas coisas de que tanto precisamos e achamos não ter, estão bem do nosso lado...